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Clique aqui para ler a primeira parte Em 1993 a Intel lançou a primeira versão do Pentium, que ainda operava a 60 MHz e era fabricada usando uma antiquada técnica de fabricação de 0.80 micron. Assim como outras novas plataformas, o Pentium foi recebido com uma certa desconfiança, já que as placas eram mais caras e a 60 MHz os benefícios da nova arquitetura não eram tão evidentes. Entretanto, o lançamento de modelos mais rápidos e os cortes de preços logo popularizaram a plataforma.
O Pentium trouxe várias mudanças em relação ao 486. A mais significativa delas foi a adoção de uma arquitetura superescalar, com o uso de duas unidades de execução em vez de uma. Junto com a multiplicação de clock e o uso do cache, essa foi outra das grandes melhorias arquiteturais que permitiram que o desempenho dos processadores aumentasse de maneira tão surpreendente do 386 para cá. Em vez de dependerem apenas do aumento no clock, os processadores passaram a executar mais instruções por ciclo, incorporando cada vez maior de unidades de execução e mais memória cache, sem falar nos processadores dual-core e quad-core. Isso fez com que o desempenho crescesse de forma exponencial, combinando os aumentos na frequência de operação com mais instruções processadas por ciclo. Mesmo que existisse um 486 capaz de operar a 2 ou 3 GHz, o desempenho seria 10 ou 20 vezes inferior ao de um processador atual operando na mesma frequência.
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