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Clique aqui para ler a terceira parte O Pentium 4 foi lançado em novembro de 2000, trazendo uma nova arquitetura, baseada na ideia do uso de um longo pipeline para permitir que o processador fosse capaz de atingir frequências de clock elevadas e no uso de um cache L1 muito rápido (combinado com um barramento de dados capaz de realizar 4 transferências por ciclo) para mantê-lo alimentado com o volume necessário de dados e instruções. Ele representou a primeira tentativa da Intel em romper com a arquitetura P6, oferecendo uma arquitetura radicalmente diferente, com a qual pretendia romper a barreira dos 10 GHz. Entretanto, devido à enorme dissipação térmica dos processadores, a Intel não foi capaz de lançar versões com clock acima de 3.8 GHz (a versão de 4.0 GHz acabou sendo cancelada no último momento) e, operando a frequências baixas, o Pentium 4 perdia facilmente para os processadores AMD. Só em 2006 a Intel conseguiu dar a volta por cima, com o lançamento do Core 2 Duo. Do outro lado do muro, a AMD trabalhava secretamente na plataforma K8, que viria a dar origem ao Athlon 64, que foi provavelmente o processador de maior sucesso de toda a história da AMD. Antes do Athlon 64, a Intel vinha tentando empurrar o IA64, um novo conjunto de instruções de 64 bits, que era usado no Itanium. A diferença fundamental entre o IA64 e o x86-64 (usado no Athlon 64) é que o IA64 era incompatível com o conjunto anterior (todos os softwares precisam ser rescritos), enquanto o x86-64 é uma atualização mais suave, que permite usar tanto sistemas operacionais e softwares de 32 bits, quanto sistemas e softwares de 64 bits. Depois de uma rápida batalha, o padrão da AMD prevaleceu e é graças a isso que podemos escolher entre usar as versões de 32 bits e 64 bits do Windows ou de diversas distribuições Linux nos processadores atuais, sem nos preocuparmos com a questão da compatibilidade.
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