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Incluir uma aceleradora 3D de alto desempenho em um notebook é um desafio muito maior do que fazê-lo em um desktop, simplesmente porque o notebook precisa ser muito mais compacto e consumir muito menos energia. Um chipset 3D de alto desempenho precisa de um grande volume de unidades de processamento, operando a uma freqüência relativamente alta, combinado com uma grande quantidade de memória, ligada à GPU através de um barramento generoso. O problema é que quanto mais transístores, mais unidades de processamento, mais chips de memória e mais trilhas na placa, mais energia é consumida pela aceleradora, o que compromete a questão da portabilidade. Produzir uma aceleradora 3D "mobile" representa um desafio similar ao de produzir um processador mobile. Até certo ponto, é possível obter ganhos aprimorando a técnica de fabricação (migrando da técnica de 0.09 micron para a de 0.065 micron, por exemplo) e fazendo otimizações no projeto, mas, a partir de um certo ponto, é necessário realmente "cortar na carne", reduzindo o clock de operação, reduzindo a tensão usada pela GPU, simplificando o projeto e adotando outras medidas que reduzem o consumo às custas do desempenho. Justamente por isso, a maior parte dos notebooks utiliza alguma opção de vídeo onboard com memória compartilhada, que invariavelmente oferecem um desempenho entre "fraco" e "regular". Não significa que não existam notebooks com "placas offboard", mas apenas que eles são muito mais raros e caros. Vamos então a uma análise rápida das opções de aceleradoras 3D para notebooks, incluindo tanto as opções de vídeo onboard quanto offboard. Assim como no caso dos desktops, a Intel é a maior produtora de chipsets de vídeo para notebooks, mesmo sem produzir uma única placa offboard. Os chipsets Intel são bastante populares e a grande maioria dos notebooks baseados em chipsets Intel utilizam o chipset de vídeo integrado. Em segundo lugar vem a AMD/ATI, que também produz um grande número de chipsets com vídeo integrado (além de um bom volume de aceleradoras dedicadas) que são usados em um enorme volume de notebooks baseados em processadores AMD. Até pouco tempo atrás, antes de ser comprada pela AMD, a ATI também produzia um grande volume de chipsets para processadores Intel. Em terceiro temos a nVidia, com (no final de 2007) pouco mais de 20% do volume de placas vendidas. A nVidia também vende chipsets com vídeo integrado, mas seu carro chefe são as placas de vídeo dedicadas.
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