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    Programando em Shell Script

    Tutoriais

    É possível escrever programas elaborados em shell script, substituindo aplicativos que demorariam muito mais tempo para ser escritos em uma linguagem mais elaborada. Esse tutorial ensina detalhes do shell script. Essa é a primeira de três partes sobre este assunto. Carlos E. Morimoto
    24/02/2005


    Quase tudo no Linux pode ser feito via linha de comando. É possível baixar e instalar programas automaticamente, alterar qualquer tipo de configuração do sistema, carregar programas ou executar operações diversas durante o boot, etc. Dentro do KDE é possível até mesmo controlar programas gráficos, minimizando uma janela, abrindo um novo email, já com o corpo da mensagem preenchido no kmail, exibir uma mensagem de aviso e assim por diante.

    Um script é um arquivo de texto, com uma seqüência de comandos que são executados. Dentro de um script você pode utilizar qualquer comando de terminal (incluindo programas gráficos) e também funções lógicas suportadas pelo shell, que incluem operações de tomada de decisão, comparação, etc. Você pode até mesmo acessar bancos de dados ou configurar outras máquinas remotamente.

    A princípio, o shell script lembra um pouco os arquivos .bat do DOS, que também eram arquivos de texto com comandos dentro, da mesma forma que um ser humano e uma ameba conservam muitas coisas em comum, como o fato de possuírem DNA, se reproduzirem e sintetizarem proteínas.

    Mas, assim como um humano é muito mais inteligente e evoluído que uma ameba, um shell script pode ser incomparavelmente mais poderoso e elaborado que um simples .bat do DOS.

    É possível escrever programas elaborados em shell script, substituindo aplicativos que demorariam muito mais tempo para ser escritos em uma linguagem mais elaborada. Seus scripts podem tanto seguir a velha guarda, com interfaces simples de modo texto (ou mesmo não ter interface alguma), de forma a desempenhar tarefas simples, quanto possuir uma interface gráfica elaborada, escrita usando o kommander e funções do kdialog.

    Um exemplo de trabalho desenvolvido em shell script é o Painel de controle do Kurumin, que utiliza um conjunto de painéis gráficos, criados usando o Kommander, que ativam um emaranhado de scripts para desempenhar as mais diversas tarefas.

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    O programa de instalação do Kurumin é escrito em shell script, assim como a maior parte dos programas encarregados de configurar o sistema durante o boot, os painéis para instalar novos programas, configurar servidores, e tudo mais.

    O principal motivo para uso de scripts em shell ao invés de programas escritos em C ou C++ por exemplo é a rapidez de desenvolvimento, combinado com a facilidade de editar os scripts existentes para corrigir problemas ou adicionar novos recursos. Você vai encontrar uma grande quantidade de scripts de configuração também no Slackware, Debian e muitas outras distribuições

     



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