ct

    Configurando servidores DNS, no muque, parte 1

    Tutoriais

    A configuração do servidor DNS é um dos pesadelos de muitos administradores de redes. O tema é indigesto e inclui todo um jargão e uma terminologia própria, o que complica ainda mais as coisas. Muitos se refugiam no uso de modelos de configuração pré-configurados e outros no uso de ferramentas de configuração, mas poucos realmente sabem explicar como a configuração funciona. Este é um tutorial "mais que completo" sobre a configuração de servidores DNS escrito em linguagem simples e acessível, uma leitura obrigatória para quem precisa conhecer o assunto.Carlos E. Morimoto
    09/05/2008


    A poucos dias, publiquei um artigo explicando como funciona o sistema DNS e o processo de registro de domínios que serve como uma boa introdução ao tutorial de hoje. Se você já leu o artigo, sinta-se à vontade para pular para a segunda página:

    Com frequência, ouvimos dizer que o sistema de DNS é a maior base de dados do mundo. Sob certos aspectos, realmente é, mas existe uma diferença fundamental entre o DNS e um sistema de banco de dados tradicional (como um servidor MySQL usado por um servidor Web, por exemplo), que é o fato do DNS ser uma base de dados distribuída.

    No topo da cadeia, temos os root servers, 14 servidores espalhados pelo mundo que têm como função responder a todas as requisições de resolução de domínio. Eles são seguidos por diversas camadas de servidores, que culminam nos servidores diretamente responsáveis por cada domínio.

    Um nome de domínio é lido da direita para a esquerda. Temos os domínios primários (chamados de top level domains, ou TLD's), como .com, .net, .info, .cc, .biz, etc., e, em seguida, os domínios secundários (country code TLD's, ou ccTLD's), que recebem o prefixo de cada país, como .com.br ou .net.br. Nesse caso, o "com" é um subdomínio do domínio "br".

    Embora normalmente ele seja omitido, todo nome de domínio termina na verdade com um ponto, que representa o domínio raiz, de responsabilidade dos root servers. Quando um dos root servers recebe um pedido de resolução de domínio, ele encaminha a requisição aos servidores da entidade responsável pelo TLD (como ".com") ou pelo ccTLD (como ".com.br") do qual ele faz parte. Eles, por sua vez, encaminham a requisição ao servidor DNS responsável pelo domínio, que finalmente envia a resposta ao cliente.

    Ao acessar o endereço "www.gdhn.com.br", o cliente começaria enviando a requisição ao servidor DNS informado na configuração da rede (o DNS do provedor). A menos que tenha a informação em cache, o servidor consulta um dos root servers, perguntando: "quem é o servidor responsável pelo domínio gdhn.com.br?".

    O root server gentilmente responde que não sabe, mas verifica qual é o servidor responsável pelos domínios ".br" (o registro.br) e orienta o cliente a refazer a pergunta, dessa vez a um dos servidores da entidade correspondente. O processo pode envolver mais um ou dois servidores, mas eventualmente o cliente chega ao servidor DNS do responsável pelo site (informado ao registrar o domínio) que finalmente fornece o endereço IP do servidor ao cliente:

    61b16aa8

    Assim como no caso do "com", que é um subdomínio do "br" de responsabilidade do Registro.br, você pode criar subdomínios, como "www.gdhn.com.br" ou "ftp.gdhn.com.br" livremente. Estes subdomínios podem apontar para seu próprio servidor, para um servidor separado, ou mesmo serem usados como aliases para outros domínios. Dentro da sua zona, ou seja, do seu domínio, a autoridade é você.

    Configurar o servidor DNS é uma etapa importante na configuração de qualquer servidor que vai disponibilizar serviços para a Internet, sobretudo hospedar sites, já que nenhum visitante vai querer acessar os sites hospedados através do endereço IP.



    Página 01 de 07
        



    Blog:

    Add to Google

    » Gostou do texto?
    Veja nossos livros impressos:

    Smartphones | Linux | Hardware
    Redes | Servidores


    ... ou encontre o que procura usando a busca:

cb
ct
Atualizações



[19/03] Montando um DVD de vídeo na unha, via terminal (atualizado)
[18/03] Core i7: Gulftown e a era dos 6 núcleos
[17/03] Artigo: Primeiras impressões do Haiku (alfa)
[16/03] Criando um sistema de recuperação usando o SystemRescueCD
[15/03] Processadores AMD, parte 2: Phenom II e o Athlon II
[14/03] AMD 890GX
[13/03] Dica: kMyFirewall, um firewall gráfico para o KDE
[12/03] Processadores AMD, parte 1: o Phenom
[11/03] Artigo: Uma olhada no PC-BSD 8.0
[10/03] Artigo: Investigando os modelos do Eee PC
[09/03] Artigo: nVidia Optimus
[05/03] Artigo: Comparativo de desktops: Zenwalk, Salix OS e GoblinX
[03/03] Artigo: Meego: a fusão entre Maemo e Moblin
[02/03] Artigo: Uma breve análise do Linux Mint 8 'Helena'
[01/03] Processadores: Chipsets e placas para o Core 2 Duo, Quad e Celeron
[26/02] Tutorial: Criando um loop de vídeo com o Kino e o Audacity
Destaques



» Hardware o Guia Definitivo, disponível para leitura online
» Como um HD funciona: Head Switch Time
» Redes: TCP/IP, endereçamento e portas
» O básico para o Debian Lenny no desktop
» Configurando um servidor de rede local com o Ubuntu, fácil
» Uma breve análise do Linux Mint 8 'Helena'
» Programação Orientada a Objetos: uma introdução
» Smartphones: TCPMP e CorePlayer
» PCI Express: compatibilidade, linhas de dados e o PCIe 2.0
» Dual-SIM: Usando dois chips no mesmo aparelho
» Smartphones e telas: Tamanho e touchscreen
Receba as atualizações diariamente por e-mail:
Assine o RSS Veja todas as atualizações... Add to Google
cb
Livros de Carlos E. Morimoto Contato HOME