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O VNC é um dos aplicativos de acesso remoto mais antigos e ainda assim ainda um dos mais usados. Ele não é tão seguro quanto o SSH, nem oferece um sistema de compressão tão eficiente quanto o RDP (usado no Windows Terminal Services), mas oferece a vantagem de ser fácil de usar e de estar disponível para praticamente todas as plataformas. Ele é tão flexível que pode ser usado até mesmo a partir do navegador. Existem versões do VNC para Linux, Windows, MacOS, Solaris, BeOS, Amiga e até mesmo para palmtops com o Windows Mobile ou com o Palm OS. Ele pode ser usado tanto para acessar PCs ligados em uma rede local, quanto via Internet. O VNC se divide em dois módulos: o módulo servidor e o módulo cliente. O módulo servidor deve ser instalado no micro que ficará acessível, bastando usar o módulo cliente para acessá-lo de qualquer outro. O mais interessante é que os módulos são intercompatíveis, ou seja, você pode acessar uma máquina rodando Linux a partir de outra que roda Windows, ou mesmo acessar ambas a partir de um Pocket PC com rede wireless. O programa exibe uma janela com o mesmo conteúdo da área de trabalho do micro que está sendo acessado, permitindo que você o utilize como se estivesse de frente para ele. Isso é perfeito para quem trabalha com suporte, pois basta pedir para o usuário abrir o programa, em vez de ficar perguntando pelo telefone, o que torna o atendimento bem mais rápido: A versão original do VNC foi desenvolvida pela AT&T e substituiu rapidamente programas de acesso remoto como o PCAnywhere e o LapLink, que eram bastante usados na década de 1990. Esta versão não é mais desenvolvida, mas a licença open-source permitiu que surgissem versões aprimoradas, que incorporam recursos adicionais. As duas mais usadas são o TightVNC e o Real VNC (http://www.realvnc.com). Apesar de possuir mais recursos, incluindo uma funções de chat e transferência de arquivos, o Real VNC é um aplicativo comercial, que está disponível apenas para Windows. O TightVNC, por sua vez, é inteiramente aberto e gratuito e possui versões para Windows e Linux, disponíveis no http://www.tightvnc.com/. Em relação ao VNC original, o TightVNC oferece um algoritmo de compressão mais eficiente. Ele garante tempos de atualização de tela mais baixos (às custas de um pouco mais de processamento no cliente) e também suporte à compressão via JPG, que degrada a qualidade da imagem, em troca de uma redução considerável na banda utilizada, permitindo executar o VNC de forma aceitável mesmo em uma conexão via modem. O TightVNC também oferece algumas melhorias secundárias, como o suporte a scroll de tela usando a roda do mouse e processamento local do cursor do mouse. Como comentei, existem também clientes VNC para palmtops e smartphones, um dos mais usados é o Mocha VNC, disponível no http://www.mochasoft.dk/.
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